Um abraço de despedida é sempre mais que um abraço. O calor entre os corpos é um elo que transforma dois em um. Quando eu lhe aperto é porque me nego, não quero soltar. Não sei quando vou lhe ver de novo. Ter seu corpo contra o meu. Sentir suas mãos nas minhas, e esse simples toque me fazer arrepiar por dentro. Eu quero mais abraços, mais braços, mais mãos. Quero você bem mais, quero de novo... Quero isso tudo, porque tudo isso que é você hoje eu também sou. Volte logo, que esse desejo é impaciente...
É como se você pegasse na minha mão e me ensinasse a escrever de novo...
Eu já sabia como, mas faltava assunto, inspiração (?), coragem.
Eu era outra pessoa antes, aquelas coisas bonitas que você (me) leu...
E agora? Quem eu sou?
Eu ainda consigo seguir com minhas pernas?
Por que eu ainda sinto que falta alguma coisa?
Era você que me faltava?
Você... Ah, você é covarde, é humana e é linda.
Eu devo tanto a você, que hoje só quero escrever.
E nem me importo com o que isso seja.
Um poema? Uma carta? Um desabafo?
Importa é que eu voltei.
Mais viva do que nunca,
e livre pra sempre...
Obrigada.
A você, minhas primeiras palavras.